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Protocolo em desuso e os cartões de visita.

Muitos ficariam espantados (ou não) em saber que existe uma conduta protocolar para empresas. Isabel Amaral, autora de várias publicações, tem feito um trabalho extraordinário nesta área. E, é com base nos seus ensinamentos, que hoje partilho convosco uma curiosidade: Cartões de Visita!


No passado longo, os cartões de visita ou bilhetes de vista eram cartões que se deixavam às pessoas quando elas não estavam. Naquela altura, não havia telefones, nem fixos nem móveis, e não era costume avisar antecipadamente a visita. Então, o que se fazia era deixar um cartão onde se escrevia uma mensagem.


A mensagem era escrita a lápis, porque também naquela altura não havia esferográficas e era difícil andar com uma pena e um tinteiro no bolso! O lápis andava no bolso para a eventualidade de a pessoa não estar aquando da visita e ser necessário deixar um cartão.


Era costume dobrar o dito cartão antes de ser entregue ao criado, garantindo, assim, que o mesmo não fosse lido ou utilizado por outros que não o seu destinatário. Nos tempos que correm já não se usa dobrar ou escrever um cartão, embora ainda lhe chamem “cartão de visita”.


Atualmente, a sua função consiste em estabelecer contacto ou prestar uma informação. Devem, por isso, conter dados que facilitem este processo em contexto profissional e estar muito bem harmonizados com a entidade visual da empresa ou instituição.


As regras de “etiqueta” para esta peça de estacionário também têm algumas curiosidades. Os cartões profissionais devem indicar todos os contactos incluindo a morada. Alguns executivos optam por ter dois tipos de cartões, um com todos os dados e morada e outro apenas com o nome, cargo e logotipo da empresa e que utilizam em situações mais pessoais.


Quando se envia um cartão sem qualquer mensagem, deve-se riscar o cargo e quando se envia um cartão a alguém que nos trata pelo primeiro nome é de bom tom riscar o apelido.


Escrever no cartão de visita é algo que pode soar estranho a muitos, mas ainda se usa e também deve obedecer a algumas regras protocolares. Deve-se ter o cuidado da concordância verbal da mensagem.


Por exemplo, uma fórmula de cortesia por cima do nome – “com os melhores cumprimentos”– a seguir ao nome, em vez de escrever “agradeço”, deve escrever “agradece” ou “a agradecer”. Se a mensagem vier toda a seguir ao nome, deve colocar uma virgula e escrever “a cumprimentar”, “a despedir-se”. Se escrever tudo antes do nome, este funciona como assinatura: “Com os melhores cumprimentos de…”, ou apenas “com os melhores cumprimentos”.


Podem ser entregues no início ou no fim de uma reunião e é simpático entregar um cartão à rececionista ou secretária para que ela o possa anunciar corretamente. À mesa nunca entregar o cartão quando já se tiver começado a comer e é sempre a pessoa mais importante a tomar a iniciativa de entregar o seu cartão, pedindo também o do outro.


A considerar também a relação com esta peça de estacionário, além fronteiras. Por exemplo, os japoneses agradecem com uma vénia sempre que lhes é entregue um cartão de visita e os chineses fazem-no com as duas mãos, na entrega ou na receção.


Escusado será dizer que os cartões devem estar sempre impecáveis!


Boa semana!

O abraço do costume,


Paula Ribeiro

Head of marketing and communication at bloom up


Fonte: Isabel Amaral - “Imagem e Sucesso, guia de protocolo para empresas”, Editorial Verbo

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